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Dorothy Stang será homenageada pelo MMA no Dia da Mulher
A freira Dorothy Stang, assassinada há quatro anos no Pará, será homenageada pelo Ministério do Meio Ambiente no Dia Internacional da Mulher, em evento organizado pela Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental.

Pela primeira vez, o MMA fará um resgate da atuação feminina na defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável nos últimos 30 anos, realizando palestras e debates com mulheres ambientalistas de reconhecida atuação.

A secretária executiva do MMA, Izabella Teixeira, será a mediadora do debate 'A contribuição das mulheres ao ambientalismo brasileiro'. Bertha Becker, Tereza Urban e Isabel Cristina Moura Carvalho, professoras de universidades federais, destacadas pela atuação na área ambiental, vão compor a mesa.

A proposta do MMA é promover o debate em torno da participação feminina na luta pela preservação dos biomas brasileiros. O evento será veiculado por emissoras públicas de televisão, como contribuição para a preservação da memória daquelas que lutaram e dedicaram suas vidas à causa ambiental. É caso da missionária norte americana, naturalizada brasileira, que se destacou pela defesa dos direitos humanos e na luta pelo desenvolvimento sustentável em uma das regiões de acirrado conflito fundiário e ambiental, sendo sendo barbaramente assassinada.

Caso- A Justiça condenou seus assassinos, mas um júri popular absolveu o principal acusado de ser o mandante do crime, Vitalmiro Bastos de Moura. Um recurso anulou o resultado do júri e o novo julgamento está marcado para o final desse mês. Os advogados do réu entraram essa semana no Supremo Tribunal Federal na tentativa de adiar o julgamento e suspender a ordem de prisão do acusado. O outro suposto mandante, Regivaldo Pereira Galvão, sequer foi julgado pelo crime.

Irmã Dorothy, como era conhecida, começou a trabalhar na região de Anapu na década de 1980. O município faz parte da Terra do Meio, uma das áreas críticas do desmatamento no Pará, palco da ação de grileiros e madeireiros ilegais, em constante conflito com pequenos produtores e posseiros. À frente da luta pelos direitos dos agricultores familiares da região, ela denunciou por várias vezes a situação às autoridades. A missionária é hoje reconhecida como símbolo da defesa das unidades de conservação, criadas para conter o crescente desmatamento na região.

Com informações do MMA

Notícia Postada em 05/03/2010

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